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Acidente de trabalho. Não faça parte dessa estatística.

Hoje o assunto é sério, vamos falar em acidente de trabalho. Uma triste estatística do nosso segmento. Acidente de trabalho. Não faça parte dessa estatística.

Mas afinal, o que é considerado acidente de trabalho?

Conforme dispõe o art. 19 da Lei nº 8.213/91, “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.

Acidente de trabalho. Não faça parte dessa estatística.

Esses acidentes não causam repercussões apenas de ordem jurídica, pois atinge tanto o estado, a empresa, quanto ao colaborador e sua família.

No Brasil, mais de 700 mil pessoas sofrem acidente de trabalho a cada ano. Segundo dados levantados pela Previdência Social e pelo Ministério do Trabalho no ano de 2016, nossa nação ficou em quarto lugar no mundo entre as que mais registram acidentes durante atividades laborais. Ficando atrás apenas da China, da Índia e da Indonésia.

Estima-se que a Previdência Social gastou, só em 2010, cerca de 17 bilhões de reais. Gastou com auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio acidente para pessoas que ficaram com sequelas. De acordo com o Ministério da Fazenda, entre 2012 e 2016, foram registrados 3,5 milhões de casos de acidente de trabalho em 26 estados e no Distrito Federal. Esses casos resultaram na morte de 13.363 pessoas. Geraram um custo de R$ 22,171 bilhões para os cofres públicos com gastos da Previdência Social. Nos últimos cinco anos, aproximadamente 450 mil pessoas sofreram fraturas enquanto trabalhavam.

Apesar de alarmantes esses índices ainda não apresentam de fato a dimensão do problema. Ainda há um elevado grau de sub-notificação das informações.  Já que grande parte dos acidentes não é registrada através da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Desta forma permanece invisível às estatísticas, ate mesmo devido ao fato de que muitos trabalhadores atuam em atividades informais

O que podemos concluir e que, os acidentes poderiam diminuir drasticamente se o trabalhador utilizasse corretamente o EPI de forma a reduzir os riscos por ma conduta na realização de sua atividade. O uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a proteção do trabalhador, evitando consequências negativas em casos de acidentes de trabalho.

Use corretamente seus EPI’s e trabalhe sempre com atenção máxima.

 

Tailerson Olímpio

Jornalista e Colaborador Marluvas

tailerson@hotmail.com