CIPA: conheça suas atribuições e a importância da comissão

CIPA: conheça suas atribuições e a importância da comissão

CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Essa comissão é regulamentada pela NR5, Portaria n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 do Ministério do Trabalho. De acordo com a Norma Regulamentadora a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador”.

Toda instituição, empresa e afim que conte com um quadro de empregados fixo deve manter formada uma CIPA. “Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados”.

A formação da CIPA, bem como seu desenvolvimento, deve estar em conformidade com as orientações contidas na NR5. Todavia, quando for o caso a Comissão deve se adequar às Normas Regulamentadoras específicas de cada setor. A CIPA deve ser composta por representantes da empresa, escolhidos internamente, e dos trabalhadores, escolhidos também por meio de votação interna e exclusiva aos interessados.

Conheça cada uma das atribuições da CIPA

A Norma Regulamentadora Número 5 atribui uma série de deveres à CIPA. São elas:

Em primeiro lugar identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), onde houver;

Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho;

Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho;

Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores;

Bem como, realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas;

Ainda assim, divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;

Participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores;

CIPA – mais atribuições

Requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores;

Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientes) e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho;

Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho;

Sem dúvida, participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador, da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados;

Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores;

Ainda assim requisitar à empresa as cópias das CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) emitidas;

Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT;

Por fim, participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da AIDS.

CIPA e a realização da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho

A SIPAT, listada entre as muitas atribuições da CIPA, é a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Esse é um evento anual e obrigatório à todas as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes. A SIPAT, como o próprio nome diz, tem duração de uma semana e tem como resultado a conscientização e orientação dos trabalhadores quanto aos riscos de trabalho e todos os procedimentos de segurança.

A SIPAT pode ser usada pela CIPA como uma ferramenta para reforçar a importância do trabalho que ela mesma realiza. Por isso é importante que a semana seja elaborada com muito cuidado e atenção, a fim de atender todas as necessidades da empresa. No momento da realização da SIPAT devem ser levantados todos os pontos de melhoria relacionados à saúde e à segurança do trabalho e apresentadas medidas corretivas para os mesmos.

SIPAT – Saúde e Segurança

A SIPAT, além de ser usada em benefício da saúde e segurança do trabalho, deve ser também um momento de união e confraternização entre todos os setores de uma empresa. A saber durante a semana a CIPA promove palestras, treinamentos, dinâmicas e outras atividades que serão capazes de despertar o senso de segurança individual e coletiva em todos os trabalhadores. A Comissão deve colocar em pauta todos os seus procedimentos que dependem da colaboração do trabalhador para funcionar.

Analisar o cumprimento das diretrizes preventivas do PCMSO bem como o cumprimento do PPRA e dos outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. Deve-se observar também o cumprimento das normas regulamentadoras direcionadas àquele ambiente quando for o caso. Além disso todos esses procedimentos é importante analisar também o funcionamento das medidas coletivas de segurança e o uso dos equipamentos de proteção individual.

Em relação aos EPI’s é importante verificar se os equipamentos estão sendo utilizados de forma correta e se estão sendo cuidados de acordo com os procedimentos padrão. Para auxiliar a CIPA na organização e no desenvolvimento da SIPAT é interessante adotar uma temática de abordagem para a realização dos eventos. Ademais alguns exemplos são a realização da mesma em paralelo às campanhas do setembro amarelo (prevenção ao suicídio) outubro rosa (prevenção ao câncer de mama), novembro azul (prevenção ao câncer de próstata).

CIPA – Saúde Colaborador

Dessa forma a CIPA pode elaborar campanhas com colagem de cartazes dentro dos ambientes da empresa e distribuição de panfletos informativos relacionadas à temática escolhida.  A saúde do colaborador também faz parte da segurança do trabalho e por isso a CIPA deve reforçar junto a eles a importância do autocuidado e também da realização de exames periódicos. As palestras e treinamentos fazem parte da SIPAT mas não precisam ser realizadas todos os dias.

Pode-se tirar um único dia (inteiro) para uma imersão completa, por exemplo, onde serão abordadas as pautas consideradas mais importantes pela CIPA. Pode ser uma pauta única ou até três, a fim de que o colaborador consiga absorver as informações por completo. Nos demais dias podem ser realizadas palestras e/ou dinâmicas rápidas (20 minutos) antes do início do expediente a fim de reforçar procedimentos de segurança, por exemplo.

Afinal o importante é que a CIPA consiga cumprir o papel de conscientização do colaborador promovendo um ambiente de trabalho seguro e produtivo.

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Segurança do trabalho e a saúde dos açougueiros

Segurança do trabalho e a saúde dos açougueiros

É certo que qualquer tipo de atividade demanda alguns cuidados com a saúde e com a segurança do trabalho de quem realiza. Dessa forma podemos concluir que o trabalho realizado em açougues é uma dessas atividades. O açougueiro está exposto à riscos físicos, químicos, mecânicos e também biológicos. Por este motivo a segurança do trabalho deve ser muito bem trabalhada neste ambiente para que a saúde e a segurança do indivíduo sejam preservadas ao máximo.

O que é a segurança do trabalho? Para você a segurança do trabalho consiste em um conjunto de profissionais zelando pela saúde do trabalhador? Então você precisa saber que a segurança do trabalho não se trata apenas de um conjunto de profissões, mas sim de uma ciência. Aliás, essa ciência é dedicada ao estudo da ocorrência dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais.

Ademais, identificadas as causas desses acidentes e doenças são desenvolvidas formas de preveni-los por meio da aplicação de medidas corretivas e preventivas. Enfim, para desempenhar esse papel, em prol da saúde, segurança e bem estar do trabalhador, a segurança do trabalho engloba o conhecimento de diversas áreas profissionais: medicina, engenharia, enfermagem, estatística, educação e outras.

Importância da segurança do trabalho em qualquer ambiente

Inegavelmente, manter um ambiente de trabalho seguro é garantir que a equipe irá desempenhar seus papéis com mais confiança e bem estar. Quando o colaborador trabalha em um ambiente como o descrito ele produz mais e melhor. Primordialmente, a empresa que se preocupa com a segurança do trabalho, atuando de forma preventiva, consegue diminuir consideravelmente os gastos com o tratamento e afastamento de funcionários doentes ou acidentados.

Entretanto, independente do segmento e do porte do empreendimento acreditamos na importância da realização do investimento em segurança do trabalho. A empresa pode contar apenas com um profissional da área ou com uma equipe de segurança do trabalho multidisciplinar. Em alguns casos essa ação é obrigatória, prevista em lei. O tamanho da equipe vai depender do número de funcionários e do grau de risco que ao qual a atividade expõe o trabalhador.

Riscos Trabalhador

Uma empresa que apresenta riscos considerados de grau 2 e que tenham mais de 1000 funcionários, por exemplo, precisam de um médico e um engenheiro do trabalho em tempo parcial, além de um técnico de segurança do trabalho e um auxiliar de enfermagem em tempo integral.Saiba como descobrir o grau de risco da sua empresa. A saber, as atividades da segurança do trabalho são regidas pela portaria número 3.214 do Ministério do Trabalho.

A partir daí foram estabelecidas as Normas Regulamentadoras (NR) que são compostas por 36 normas, decretos e leis. São essas normas que determinam o desenvolvimento das medidas de segurança em cada tipo de empresa bem como as sanções e penalidades a serem aplicadas em caso de atividade desenvolvida em desacordo com as leis.

Açougue e segurança do trabalho

Um açougue é um ambiente que oferece diversos riscos ao trabalhador e por isso deve dar atenção às recomendações da segurança do trabalho. Não por acaso esse tipo de atividade tem uma Norma Regulamentadora específica: NR36 – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados.

“O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras – NR do Ministério do Trabalho e Emprego”.

Dessa forma a segurança do trabalho, em conformidade com a NR36, além de zelar pela segurança e pelo bem estar do colaborador, zela também pela qualidade dos produtos manipulados dentro do ambiente. E quais são os riscos presentes dentro de um açougue? Os riscos mais comuns e campeões em acidentes são as máquinas de corte e as facas. Sabemos que todo açougueiro tem que lidar com diversos tipos de lâminas diariamente e todas elas sempre muito afiadas.

Riscos no trabalho

Mas é bom saber e estar atento aos riscos menos populares e que muitas vezes não recebem devida atenção. Exemplos desses riscos são as câmaras frias e a exposição a agentes biológicos e químicos. Por fim, falando sobre as lâminas sabemos que elas podem causar acidentes graves e que em certos casos afastam o trabalhador das suas atividades de maneira permanente. As máquinas são de variados modelos e finalidades. Existem as máquinas para cortar ossos, as mais potentes e perigosas.

Segurança do trabalho

Outro tipo de máquina são os picadores de carne  e as facas também apresentam um nível elevado de periculosidade já que estão sempre muito afiadas. Todas essas máquinas possuem dispositivos de segurança, como protetores de lâminas, que devem ser usados obrigatoriamente. Outra máquina que, apesar de não possuir lâmina, apresenta risco ao trabalhador é a máquina de embalagem a vácuo.

As máquinas de embalagem a vácuo, apesar de não possuírem lâminas, são capazes de atingir temperaturas muito altas quando estão em funcionamento. Se o colaborador não toma o devido cuidado durante o manuseio pode acabar tendo ferimentos graves. A NR36 também traz uma série de recomendações para o manuseio das máquinas. Utilizar luva é uma dessas recomendações.

Segurança do trabalho: calçados, luvas e vestimentas em açougue

Ainda assim, além das luvas a segurança do trabalho determina que os açougueiros utilizem alguns outros equipamentos de proteção individual como vestimentas e calçados específicos. Aventais feitos de material impermeável vão manter o açougueiro seco e suas roupas limpas por mais tempo. é importante que as roupas utilizadas sejam de cores claras. Para entrar nas câmaras frias são necessários casaco, luvas e calçados térmicos.

Mesmo aqueles que não estão em câmara fria, mas estão em ambiente de manuseio com baixa temperatura, devem usar vestimentas específicas para manutenção da temperatura corporal. O calçado deve ser impermeável e antiderrapante em todos os ambientes. Calçados fabricados em PVC são ideais: protegem do contato com carnes, óleos, produtos químicos levemente alcalinos e líquidos em geral, além de serem resistente ao escorregamento em pisos de cerâmica e aço, impermeáveis e extremamente confortáveis.

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Saiba como garantir a saúde ocupacional em ambiente hospitalar

Saiba como garantir a saúde ocupacional em ambiente hospitalar

Quem já passou por um hospital ou qualquer setor relacionado ao tratamento da saúde sabe que os riscos que eles oferecem são bastante sérios (saúde ocupacional em ambiente hospitalar). Por isso todo cuidado é pouco quando estamos inseridos em um meio com diversos riscos de contaminação. E se esses já são considerados ambientes “perigosos” para quem está somente de passagem, imagine para quem trabalha e tem que conviver com a exposição diária!?

É por este motivo, e para garantir a saúde ocupacional do colaborador, que existem diversas medidas de proteção impostas pela segurança do trabalho. Por certo essas medidas vão desde a padronização de uma série de procedimentos até a utilização obrigatória de equipamentos específicos para proteção individual. Acima de tudo a norma regulamentadora que rege os procedimentos de segurança na área da saúde é a NR32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde).

A NR32 abrange uma série de atividades relacionadas aos ambientes de saúde e hospitalar em geral. Ela mapeia os riscos dividindo-os entre químicos, biológicos e de radiação ionizante. Dessa forma torna-se possível direcionar recomendações preventivas/corretivas para todos os diferentes riscos mapeados. A norma considera como risco biológico “toda probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos” que podem comprometer a saúde ocupacional.

Como agentes biológicos são considerados “os microrganismos, geneticamente modificados ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os príons”. De acordo com a NR 32 “todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual”.

Riscos Biológicos


Ainda sobre os riscos biológicos a NR32 destaca também a obrigatoriedade da vacinação do trabalhador (tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO). As vacinas devem ser ofertadas pelo empregador de forma totalmente gratuita já que fazem parte das medidas obrigatórias de segurança e proteção com a saúde ocupacional. Partindo para os riscos químicos à saúde ocupacional, entre outras tantas recomendações, a NR32 enfatiza a necessidade da oferta de treinamentos aos colaboradores.

É imprescindível que os colaboradores sejam capacitados, antes de iniciarem suas atividades, para manusear com segurança os químicos com os quais terão contato. Além disso é importante a realização de treinamentos periódicos para atualização e reciclagem dos procedimentos e dos produtos.

A parte da NR32 que trata dos assuntos referentes aos riscos oferecidos por radiação ionizante enfatiza a importância de que: “sejam obedecidas as disposições estabelecidas pelas normas específicas da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, do Ministério da Saúde”.

Saúde ocupacional em ambientes hospitalar

Antes de mais nada é indispensável que o empregador forneça ao seu colaborador os EPIs destinados às atividades em ambiente hospitalar. Além disso seguir atentamente cada detalhe da extensa lista de procedimentos da NR32. Sobretudo os equipamentos de proteção individual também são obrigatórios e auxiliam na manutenção da saúde ocupacional do trabalhador. A NR32 traz algumas orientações a respeito do assunto:

  • Os Equipamentos de Proteção Individual – EPI, descartáveis ou não, deverão estar à disposição, em número suficiente, nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição;
  • Além do cumprimento do disposto na legislação vigente, os Equipamentos de Proteção Individual – EPI devem atender às seguintes exigências: ser avaliados diariamente quanto ao estado de conservação e segurança; estar armazenados em locais de fácil acesso e em quantidade suficiente para imediata substituição; segundo as exigências do procedimento ou em caso de contaminação ou dano;
  • Com relação aos quimioterápicos antineoplásicos é vedado: iniciar qualquer atividade na falta de EPI;
  • O trabalhador que realize atividades em áreas onde existam fontes de radiações ionizantes deve usar os EPI adequados para a minimização dos riscos;
  • Na radiologia intra-oral: caso seja necessária a presença de trabalhador para assistir ao paciente, esse deve utilizar os EPIs;
  • É proibido movimentação de cilindros de gases sem EPIs adequados.

Equipamentos de proteção individual para a saúde ocupacional em ambiente hospitalar

Decerto existem alguns EPIs básicos destinados às atividades em ambiente hospitalar de saúde, todos a fim de proteger o trabalhador dos riscos aos quais ele está exposto e garantir sua saúde ocupacional. Inegavelmente as luvas são equipamentos de proteção individual básicos para proteção contra riscos biológicos e químicos. Em suma as luvas utilizadas para proteger contra riscos biológicos são descartáveis, mas nem por isso devem ter má qualidade.

Com toda a certeza, as luvas utilizadas para manejo de químicos devem ter resistência ao produto que será manuseado. Além disso outro EPI é a touca. Utilizada principalmente para impedir a queda de cabelos em manipulações químicas e nos próprios pacientes. Alguns ambientes demandam a utilização de aventais. Estes devem ser impermeáveis a fim de funcionar como uma barreira contra agentes químicos e biológicos. As máscaras são mais um EPI básico para quem atua em ambiente hospitalar.

Elas protegem contra contaminações transmitidas pelo ar e formam, juntamente com as luvas, uma dupla poderosa contra riscos biológicos. Os óculos são destinados a colaboradores que lidam com exposição a componentes químicos e radioativos. Por último mas não menos importante estão os calçados de proteção. Todos os calçados utilizados em ambiente hospitalar, visando a saúde ocupacional, devem ser fechados.

Linhas de calçados Flex Clean e All Work

Certamente, os calçados Flex Clean são ideais para este tipo de ambiente pois são totalmente fabricados em EVA. A saber, o Etileno Acetato de Vanila (EVA) é um tipo de plástico (polímero) emborrachado, flexível com propriedades adesivas e componentes à prova d’água. Perfeito para garantir a saúde ocupacional em ambientes de saúde, onde os profissionais se locomovem pelo espaço durante todo o dia e na maioria das vezes de forma rápida.

Inegavelmente, a principal característica do calçado Flex Clean é a leveza e durabilidade. Apesar de não ter resistência mecânica de estiramento este calçado tem resistência de pressão absorvendo choques. Mais uma característica perfeita para atividades que demandam muitas horas de pé e em movimento. Ao mesmo tempo, o EVA é um material atóxico, inodoro e lavável.

Outra linha também recomendada para o ambiente hospitalar é a linha All Work. Aliás, essa linha possui calçados tipo bota com altura de cano de 25 ou 30cm, também confeccionados em PVC com ou sem biqueira de aço. Ademais é um tipo de calçado de proteção perfeito para proteger os pés do contato com sangue, derivados de petróleo, óleos, produtos químicos, ácidos e solventes.

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Proteção ambiental – Conheça o projeto Educam e as ações socioambientais da Marluvas

Proteção ambiental – Conheça o projeto Educam e as ações socioambientais da Marluvas

Certamente, proteção para os pés – isso a Marluvas conhece bem. Desenvolvendo os mais variados tipos de calçados para garantir o máximo de conforto e segurança, a Marluvas conta com tecnologias de ponta para fornecer o melhor para os seus pés. Mas você sabia que a empresa também tem como um de seus princípios a proteção ambiental? Conheça o projeto Educam (Educação Ambiental Marluvas), criado para ajudar na preservação de um de nossos bens mais importantes: a natureza.

O projeto Educam foi lançado em 2005, em Dores de Campos, Minas Gerais, onde está localizada a sede matriz da Marluvas. Com a expansão da empresa, o projeto foi estendido à cidade de Capitão Enéas, onde foi inaugurada, em 2011, outra unidade. Mas, afinal, como o projeto atua?

Projeto Educam

Decerto, o Educam tem como objetivo conscientizar alunos de escolas públicas e particulares sobre a importância de ações de proteção ambiental. Fomentando atitudes voltadas à preservação e ao cuidado com a natureza. Dentre palestras, mostras e diversas outras iniciativas ligadas à responsabilidade socioambiental, a Marluvas busca incentivar a adoção de práticas, por parte dos alunos e das famílias, que possam contribuir para a conservação dos biomas brasileiros.

Programa de reciclagem

Contudo, o projeto Educam, não é a única ação da Marluvas em prol da proteção ambiental. A empresa também possui um programa de reciclagem, através do qual são separados os resíduos da produção, permitindo que sejam reaproveitados e descartados de forma correta. Tudo isso é feito em parceria com empresas licenciadas, que garantem a eficácia e segurança do processo. Antes do projeto, todos os resíduos eram destinados a aterros industriais. Hoje, 15% desses resíduos já passam pelo processo de reciclagem. Os resíduos de PU (poliuretano) são reutilizados na confecção de calçados tradicionais, e a espuma na confecção de pelúcias e almofadas.

Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs)

Além disso, todas as unidades Marluvas contam com Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Através das ETEs, os resíduos de sanitários e lavatórios são tratados, sob supervisão diária e análise físico-química constante. Esse processo de acompanhamento atesta a eficiência do tratamento de esgoto, garantindo que os procedimentos ocorram de acordo com o encadeamento correto.

Portanto, agora que você já sabe mais sobre o projeto Educam e as ações de responsabilidade socioambiental da Marluvas, que tal se aprofundar um pouco no assunto e conhecer as Unidades de Conservação Ambiental (UCs)?

Unidades de conservação

Outrossim, existem vários tipos de unidades de preservação ambiental. Mas todas possuem o seguinte ponto em comum: são áreas naturais protegidas por lei. Estão sob gerenciamento, geralmente, do poder público (municipal, estadual ou federal), voltadas à proteção e recuperação da fauna e da flora.

Parques estaduais e nacionais

Dentre as diversas UCs estão parques estaduais e nacionais, reservas biológicas, florestas e patrimônios naturais. Algumas são dedicadas exclusivamente à preservação e pesquisa, enquanto outras podem ser abertas à visitação e lazer. Independentemente do tipo de unidade de conservação, são permitidas apenas atividades compatíveis com os princípios de proteção e preservação ambiental. Dessa forma evita qualquer tipo de dano ao ecossistema da área. São dois grupos que englobam as unidades de conservação:

Unidades de Proteção Integral

Mas, o principal foco desse tipo de UC é a proteção ambiental, por isso as atividades que podem ser desempenhadas na área são mais restritivas. É proibido o consumo, coleta ou dano aos recursos naturais. São permitidas apenas atividades que envolvam o uso indireto desses recursos, como pesquisas científicas, turismo ecológico e ações educativas.

Unidades de Uso Sustentável

Todavia, nessas áreas, o objetivo é aliar a conservação da natureza à utilização sustentável de recursos. Dessa forma, o consumo e coleta de recursos naturais são permitidos. Mas desde que não prejudiquem a perenidade do ecossistema e a manutenção dos processos ecológicos da área.

Unidades de Proteção Integral ou Uso Sustentável

A saber, todas as UCs, sejam elas Unidades de Proteção Integral ou de Uso Sustentável, devem possuir um plano de manejo. Aliás, esse documento contém dados, pesquisas e estudos sobre o meio físico, biológico e social da área. É a partir do plano de manejo que são instituídas as restrições de uso, as propostas de preservação e as ações a serem desenvolvidas na unidade de conservação. Ademais, esse plano visa estruturar a implementação das UCs e promover o melhor projeto de preservação possível, aliado à integração social das comunidades vizinhas.

Unidades de conservação ambiental

Surpreendentemente, o Brasil possui, atualmente, mais de 2.300 unidades de conservação ambiental registradas pelo Ministério do Meio Ambiente. Seja sob domínio das esferas municipal, estadual ou federal. Os parques lideram o número de UCs de Proteção Integral, sendo mais de 450 espalhados pelo país. Vamos conhecer alguns deles?

Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque

Primeiramente, o Parna Montanhas do Tumucumaque é o maior parque do Brasil, com quase 4 milhões de hectares. Criada em 2002 e localizada no Amapá, essa UC faz fronteira com a Guiana Francesa e o Suriname. É uma das maiores áreas de proteção de floresta tropical do mundo e abriga grandes carnívoros, como a onça-pintada e a suçuarana.

Parque Nacional do Pico da Neblina

Similarmente, o Parna do Pico da Neblina fica no Amazonas e foi criado em 1979, com mais de 2 milhões de hectares. Tanto quanto o Parna Montanhas do Tumucumaque, essa unidade de conservação também protege parte da Floresta Amazônica. Nesse parque nacional estão terras indígenas, como dos Cué-Cué/Marabitanas e dos Yanomami. Por consequência e devido ao risco de degradação ambiental, a visitação é mais restrita do que a de outras UCs.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Outrossim, o Parna dos Lençóis Maranhenses fica no litoral do Maranhão e é um dos principais destinos turísticos do estado. São 155 mil hectares, que possuem influência de três biomas diferentes: o Cerrado, a Caatinga e a Amazônia. Essa UC é uma boa pedida para quem gosta de praticar trekking, com diversas trilhas e circuitos.

Parque Nacional do Itatiaia

Enfim, criado em 1937, o Parna Itatiaia foi o primeiro Parque Nacional do Brasil. A área abrange municípios do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Essa área é uma boa opção para quem gosta de ecoturismo e turismo de aventura, com cachoeiras, piscinas naturais e o conhecido Pico das Agulhas Negras.

Pode-se perceber a importância de cuidar do meio-ambiente, não é mesmo? Por isso, faça como a Marluvas e invista em atitudes de responsabilidade socioambiental. A natureza agradece!

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Turismo ecológico – Saiba por que usar botas impermeáveis no seu passeio

Embora a correria do dia-a-dia, do estresse no trânsito, da rotina incessante de trabalho e das incontáveis obrigações cotidianas, muitas pessoas buscam, no contato com a natureza, um momento de alívio. Fazer um turismo ecológico passando algum tempo ao ar-livre é uma ótima maneira de fugir da agitação dos centros urbanos e relaxar. Há também quem utilize os espaços naturais como alternativa às artificiais academias e aos centros de treinamento. Nesse contexto, entram os esportes praticados em ambientes naturais, como o trekking, escalada, caminhada ou montanhismo. Essas são opções agradáveis para quem não é muito fã de aeróbica e musculação.

Assim, quem gosta de estar em contato com a natureza, seja para fazer exercícios e praticar esportes, ou simplesmente para relaxar e aproveitar, deve investir no turismo ecológico. O turismo ecológico – também conhecido como ecoturismo ou turismo de natureza – é voltado à visitação de ambientes naturais e de conservação, como parques, reservas e serras. São inúmeras as atividades que podem ser feitas nesses locais. Além do próprio passeio pelo ecossistema, em muitos lugares também há estrutura para o lazer e a prática de esportes. Frequentemente são oferecidas atividades orientadas, como trilhas, caminhadas em grupo, escaladas e mergulhos.

Atividades de Ecoturismo

Entretanto, as atividades disponíveis dependem da infraestrutura do local. Muitos parques nacionais, estaduais ou municipais, são mais voltados à preservação e manutenção do bioma. Por isso, as permissões de uso são mais restritivas nessas unidades. Sendo assim, é importante pesquisar bem o destino do passeio na hora de planejar a viagem, para que ele esteja de acordo com as atividades pretendidas. Conquanto, se o seu objetivo é a prática do trekking, por exemplo, existem locais que dispõem de diversas trilhas e circuitos famosos. Um deles é o Parque Estadual da Serra da Tiririca, no estado do Rio de Janeiro, que conta com mais de 10 percursos diferentes.

Se preparando para o passeio – Turismo ecológico

Antes de mais nada, escolher o destino com cuidado e pesquisar bastante sobre o local. Quando se fala em turismo ecológico é muito importante pensar nos alimentos, roupas e calçados ideais. Como, geralmente, passa-se um grande período caminhando pelos ambientes naturais, é essencial alimentar-se bem, independentemente da prática de esportes ou não. São preferíveis alimentos leves, como frutas e cereais, menos propensos a causar algum tipo de mal-estar. Principalmente, para não passar fome durante o passeio, deve-se levar também algum lanchinho saudável. Primordialmente levar, ainda, uma garrafinha de água, de preferência grande, para evitar desidratação, principalmente em dias quentes.

Sobretudo, as roupas devem estar adequadas ao clima e ao ambiente, mas, em qualquer situação, é preciso que sejam confortáveis. Calças são mais indicadas devido à picada de insetos e à folhagem, que pode causar arranhões. Em caso de tropeções ou quedas – comuns por causa da irregularidade do terreno – as calças também protegem os joelhos. Já as blusas ideais variam com o clima. No calor, camisetas e regatas são boas pedidas, principalmente as que possuem tecnologias de dispersão de suor. Já no frio, é recomendada a utilização de casacos térmicos e impermeáveis. Além de manter a temperatura do corpo, impedem a entrada de água nas camadas mais internas de roupa, o que é importante em caso de chuva e umidade excessiva.

Turismo ecológico

Ao preparar tudo para a viagem, não se deve esquecer, é claro, de escolher o calçado ideal para o passeio. E, nesse caso, a melhor opção é a bota impermeável. As botas impermeáveis se diferem das botas comuns por impedirem a entrada de água no calçado. Sendo assim, enquanto as botas comuns deixam os pés sujeitos à umidade externa, as botas impermeáveis impedem que essa umidade atinja a parte interna do calçado e molhe os pés. Sobretudo, em ambientes naturais, o terreno é muito variável, podendo contar com a presença de poças de água, riachos, lama e chuva. Para estar preparado para qualquer uma dessas situações, deve-se apostar na utilização desses calçados. Eles irão prevenir que os pés se molhem, dando ainda mais conforto e segurança ao usuário.

A umidade nos pés pode ocasionar o aparecimento de bolhas e micoses, sendo importante evitá-la. Todavia, a impermeabilidade do calçado pode ser mais importante do que a do agasalho, pois os pés estão mais expostos à umidade do que o corpo. Uma vez que o terreno, em diversas situações, como as citadas, encontra-se molhado, enquanto o corpo fica exposto à umidade principalmente em casos de chuva.

Calçados Impermeáveis – Turismo ecológico

Dessa forma, pode-se perceber as vantagens da bota impermeável em relação à bota comum e entender o porquê de ela ser a melhor escolha quando o assunto é turismo ecológico. Contudo, é preciso ficar atento a um ponto importante: o suor. Algumas botas impermeáveis, como impedem a entrada de água, também evitam que o suor dos pés saia do calçado. Sendo assim, elas protegem os pés da umidade externa, mas, em contrapartida, não deixam a umidade interna se dissipar. Portanto, nesses casos, os pés continuam expostos à umidade, só que, desta vez, advinda do suor, e permanecem sujeitos ao surgimento de bolhas e micoses.

Por isso, a linha Premiere Plus da Marluvas conta com a tecnologia DryOut – que garante a impermeabilidade do calçado. Aliada à tecnologia SoftBedPU, que permite a absorção e dessorção do suor através de microporos. Os microporos são menores que as gotas de água, o que impede a sua penetração no calçado, mas são maiores que o vapor de água, o que permite a dessorção do suor. Além disso, a linha também é confeccionada com Couro WR, que possui tratamento especial e é resistente à água, oferecendo mais uma camada de proteção contra a umidade.

Já a tecnologia Climatech permite a termorregulação. Em ambientes quentes, o calor é absorvido, prevenindo o suor. Já em ambientes frios, o calor é retido, permitindo que os pés se mantenham aquecidos. Por fim, o inserto de TPU confere mais sustentação ao tornozelo e, consequentemente, mais estabilidade em terrenos irregulares, o que é perfeito para o turismo ecológico.

Conclusão
Portanto, ao optar pelo turismo ecológico e preparar sua viagem, escolha a linha Premiere Plus da Marluvas. Os calçados Premiere Plus, com as melhores tecnologias, oferecem o máximo de conforto e segurança para quem gosta de estar em contato com a natureza e praticar atividades ao ar-livre. Conheça essa e outras linhas e escolha o calçado que mais se adequa às suas necessidades.

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A IMPORTÂNCIA DO NOVO CALÇADO ISOLANTE ELÉTRICO

“O QUE MUDA NO CALÇADO CLASSE I – NOVA NORMA ABNT NBR 16.603:2017”

Todos nós sabemos da importância da Energia elétrica nas nossas vidas, é a principal fonte de luz, força e calor utilizada no mundo contemporâneo, no entanto, também sabemos dos riscos que tanto a alta quanto a baixa tensão trazem aos trabalhadores que estão expostos á as atividades ligadas ao segmento elétrico.

Além do risco de choque elétrico, existem os riscos de arco elétrico e de chama repentina, o que nos faz ter atenção especial nos equipamentos utilizados para a proteção de membros inferiores no segmento elétrico. Assim, diferente de outras atividades menos abrasivas no contexto industrial, a geração, transmissão, distribuição e manutenção elétrica estão ligadas diretamente ao risco de morte, além de outros danos que podem ser causados aos trabalhadores, como:

  • Danos aos tecidos nervosos: Ao receber uma descarga elétrica, o corpo humano absorve uma grande quantidade de eletricidade que provoca queimaduras graves e causa danos aos tecidos nervosos, responsáveis por outros sistemas como o respiratório. O ferimento dos tecidos nervosos também gera contrações musculares que resultarão em lesões ou fraturas, desmaios e paradas respiratórias;
  • Alterações na frequência cardíaca: Os efeitos da eletricidade são variáveis para o coração. Dependendo da intensidade da corrente elétrica, poderá haver a aceleração dos batimentos cardíacos ou, em hipóteses de uma corrente de baixa frequência – mais perigosa para o corpo humano, é possível a ocorrência de arritmia e parada cardíaca com risco de vida;
  • Queimaduras graves: A energia elétrica libera parte de sua energia ao percorrer a pele. Se a resistência do tecido for alta, ela provoca queimaduras superficiais nas mãos, cabeça e pés – considerados pontos de entrada e saída da eletricidade – com a carbonização da derme. O resultado é a perda de líquido e sais com a lesão das fibras musculares que pode levar a problemas mais graves como insuficiência renal;
  • Efeitos psicológicos: Além dos danos físicos, os acidentes de trabalho com a eletricidade também causam prejuízos psicológicos ao trabalhador. Quando a corrente elétrica atravessa o cérebro, resulta na perda de memória a curto prazo, alterações da personalidade, irritabilidade e alterações no sono.

                                                                                                                                                                       (Fonte: INBEP – www.blog.inbep.com.br)

Dados ANEEL

Dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) mostram que nos últimos nove anos, chegou-se a ter picos anuais de mais de mais de 80 mortes por ano, considerando trabalhadores diretos e terceirizados do segmento elétrico, decorrentes de acidentes de trabalho com eletricidade. Com a evolução dos equipamentos de segurança e proteção e com a politização e aumento das práticas de segurança do trabalho nas empresas os números vem diminuindo, no entanto, qualquer acidente com energia elétrica costuma ser altamente invasivo. O gráfico abaixo demonstra o número global de acidentes no segmento:

                                                                                                                                                                              (Fonte:      ANEL – www2.aneel.gov.br)

Diante deste contexto de risco abrasivo do segmento, a adoção da nova norma ABNT NBR 16.603:2017 traz uma serie de mudanças importantes no calçado CLASSE I (Calçados fabricados em couros, têxteis, laminados sintéticos e outros materiais) – com o objetivo de melhorar e diferenciar o grau de proteção de calçados de segurança; de proteção; e ocupacionais para o segmento elétrico.

A norma ABNT NBR 16.603:2017 foi elaborada pelo Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual e pela Comissão de Estudo de Calçado de Uso Profissional, sendo que esta norma tem base na ASTM F 2413:2015 e cancela e substitui a ABNT NBR 12.576:1992.

Dentre as mudanças que esta norma trouxe, vamos pontuar algumas abaixo:

Resistência Elétrica:

A resistência elétrica do calçado isolante elétrico deve ser maior que 1000 M Ω.

Isolamento Elétrico (Resistência à passagem de corrente de fuga):

O calçado deve ser capaz de suportar a aplicação de 14.000 V (rms) em 60 Hz por 1 min, sendo que o valor da corrente de fuga não deve ser maior que 0,5 mA.

Importante: O valor de tensão de ensaio de 14.000 V não implica que o calçado possa ser utilizado nesta tensão. Sendo que a tensão de uso para o calçado especificado desta norma é de 500 V.

Resistência elétrica a úmido:

A nova norma traz o requisito de testes de ensaio a úmido, considerando a umidade relativa (23+- 2) °C e (85 +- 5) %, durante sete dias (168h), condição de acordo com a ABNT NBR ISO 20.344:2015, 5.10.

Costuras na região do cabedal:

A nova norma prevê que áreas do cabedal não possuam costuras ornamentais, sendo que toda a região do dorso até o ressalto deverá estar livre de costuras.

Isto inclui a questão solados blaqueados (costurados) na região frontal do cabedal, ou seja, qualquer tipo de costura na região marcada no desenho abaixo passa a ser proibida em calçados para atividade com risco de choque elétrico:

Componentes de metal – Calçado Isolante Elétrico

Diferente da norma anterior, na ABNT NBR 16.603:2017 não permite haver componentes metálicos no calçado, de nenhum tipo, como exemplo: alma de aço, ilhoses metálicos; fivelas metálicas; zíperes, pregos, rebites, etc.

Requisito obrigatório de resistências à penetração de água no cabedal (WRU):

Nesta norma o cabedal resistente à penetração de água é um requisito básico, ou seja, obrigatório. Importante notar que este requisito não aparecerá no Certificado de Aprovação para não confundir o usuário, pois o calçado é para utilização em ambiente seco.

O material hidrofugado ou hidrofóbico tende a absorver menos umidade ambiente, sendo assim, mais seguro em relação a matérias que tem muita permeabilidade.

Novas marcações – Requisitos obrigatórios:

Principais alterações em marcações: A norma prevê a introdução das simbologias SI; PI e OI, referindo-se respectivamente ás características abaixo:

Segurança isolante elétrico (SI);

Proteção isolante elétrico (PI);

Ocupacional isolante elétrico (OI).

Novas marcações – Indicação de resistência e símbolo elétrico:

Incluir desenho da simbologia de resistência ao choque elétrico na parte externa do calçado, sendo que assim os técnicos e engenheiros de segurança passam a enxergar visualmente e á distância se o eletricista está com o calçado correto. Também inclui a marcação de resistência do produto “500 v” e a palavra “seco”, indicando uso em ambiente livre de água e umidade, conforme figura abaixo:

Estas seriam as principais modificações de aplicações da nova norma ABNT NBR 16.603:2017, assim, com níveis de exigência mais elevados, ampliando o número de testes e melhorando a parte de engenharia do calçado, existirá um ganho de segurança para o usuário final, sendo que este calçado também terá uma resistência ao choque elétrico maior.

Desenhando uma linha do tempo no calçado ocupacional, de proteção e de segurança para risco de choque elétrico no país, teremos um cenário aonde o físico do produto vai mudar muito nos termos de construção e o calçado ocupacional, de proteção e de segurança para eletricista terá características específicas, sendo diferente do restante das outras atividades da indústria, ou seja, de acordo com o nível de risco da atividade.

A norma teve sua primeira edição em 26/05/2018 e já se encontra vigente no país como nova norma para calçado isolante elétrico.

Autor: Cleudir Ribeiro Supervisor de Laboratório Marluvas

Bibliografia / fontes:

Norma Brasileira – ABNT NBR ISO 16603 – Calçado Isolante Elétrico;

ANEEL – Pesquisa Geral dos Indicadores de Segurança do Trabalho

INBEP –Novas estatísticas de acidentes com eletricidade