Riscos ocupacionais: tudo sobre atividades em temperaturas baixas

Riscos ocupacionais: tudo sobre atividades em temperaturas baixas

Decerto é bastante comum que as pessoas relacionem os riscos ocupacionais apenas às atividades que possuem riscos explícitos de acidentes: trabalho em altura; contato com eletricidade; manuseio de máquinas; objetos cortantes; queimaduras e outros. Apesar de os riscos ocupacionais estarem mais visíveis nesses casos, a verdade é que eles também estão presentes em outros ambientes e atividades. Mas existem os riscos ocupacionais em temperaturas baixas.

Afinal neste texto vamos tratar especificamente dos locais frios. Afinal O trabalho em contato com temperaturas extremamente baixas também esconde uma série de perigos que devem receber uma atenção especial por parte do empregador, do empregado e da equipe de saúde e segurança do trabalho.

Setor Alimentício (Riscos ocupacionais em temperaturas baixas)

A grande maioria das atividades desenvolvidas em temperaturas baixas são demandas do setor alimentício. Isto é por conta da grande quantidade de alimentos perecíveis que necessitam de conservação em refrigeração ou até mesmo congelados. Por exemplo: frigoríficos, determinados setores de supermercados e açougues, setores de laticínios, caminhões e outros. Nesses ambientes, quando o alimento está refrigerado, o trabalhador é exposto a temperaturas que variam de 0 a 10ºC.

Todavia em ambientes de manuseio, como cortes de carnes e armazenamento de verduras, a temperatura pode passar um pouco acima dos 10ºC. Entretanto existem ainda os ambientes mais extremos como as câmaras frias para produtos congelados que possuem uma temperatura média de 20ºC negativos. Os túneis de congelamento podem chegar à temperatura de 70ºC negativos. O trabalhador inserido nesses ambientes está sujeito a alguns riscos ocupacionais.

Medidas para prevenir os riscos ocupacionais

Com a finalidade de preservar a saúde do trabalhador inserido neste ambiente, existem algumas práticas de prevenção contra doenças e lesões causadas pelo frio. Algumas dessas práticas são aplicadas de forma coletiva e outras são individuais, como a utilização dos EPIs, por exemplo. Antes de tudo, pensando coletivamente, é necessário que o local de trabalho seja planejado de forma a evitar que o colaborador permaneça parado por um longo período de tempo. É interessante também que o trabalhador possa desfrutar de um local externo para repouso, além de troca de roupas molhadas.

Os intervalos são assegurados pelo artigo 253 da consolidação das Leis do Trabalho – Decreto Lei 5452/43: “Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 hora e 40 minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo”.

Normas de Segurança

Com o intuito de manter a Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados a NR 36 traz regulamentações sobre as atividades frigoríficas. Sobretudo a norma exige que, em caso de atividades manuais em ambientes frios ou em contato com superfícies e produtos frios, sejam disponibilizados sistemas “para aquecimento das mãos próximo dos sanitários ou dos locais de fruição de pausas”. Quanto aos EPIs a NR36 enfatiza que eles devem oferecer proteção e conforto ao colaborador.

Primordialmente devem ser fornecidas, diariamente, meias limpas e higienizadas. As luvas devem ser trocadas de acordo com o desgaste por uso. É importante também que as luvas sejam impermeáveis para manter as mãos do colaborador sempre secas. “Nas atividades onde as mãos dos trabalhadores ficam totalmente molhadas e não seja possível a utilização de luvas em razão da geração de riscos adicionais, deve ser efetuado rodízio com outras tarefas”.

Luvas de Proteção (Riscos ocupacionais em temperaturas baixas)

As luvas utilizadas para proteger o trabalhador dos riscos ocupacionais em contato com o frio, devem ser anatômicas e extremamente confortáveis. Contudo o fornecimento e a higienização de toda a roupa utilizada como EPI é de responsabilidade do empregador. Cabe ao colaborador utilizá-las e conservá-las sempre de forma correta. Quais são os EPIs utilizados em ambientes como câmara fria e outros com temperaturas extremamente baixas?

Blusa e calça capazes de proteger todo o corpo. É importante criar camadas de roupa para isolar o frio. Quando o trabalhador tem contato com vento, as roupas devem ser confeccionadas em couro ou lã. É importante que a roupa seja impermeável e tenha sistema de controle de temperatura. As luvas de segurança já citadas anteriormente. É importante também a utilização de um capuz de segurança. Ele será responsável por proteger cabeça e pescoço do trabalhador.

EPI – calçado de proteção

Outro EPI de extrema importância é o calçado de proteção. Esses calçados devem proteger os pés contra o frio e a umidade. É importante que eles sejam confortáveis para que o colaborador execute bem suas tarefas e esteja protegido contra os riscos ocupacionais. Modelos fabricados em PVC impermeável, de fácil higienização, cano alto, forração interna e solado antiderrapante, são ideais para este tipo de atividade.

Conheça os principais riscos ocupacionais em temperaturas baixas

Mas você sabe quais são as doenças e principais riscos ocupacionais que acometem os trabalhadores que desempenham suas atividades em temperaturas extremamente baixas? Quando ocorre uma perda excessiva de calor a circulação sanguínea diminui. Se o corpo não está preparado para se expor a essas temperaturas, uma série de problemas podem ocorrer. Extremidades como mãos e pés são sempre os primeiros atingidos, por isso a importância de luvas e calçados EPIs.

Outras partes do corpo como o sistema respiratório e pele também se comprometem por conta do frio. A ocorrência de crises e reações alérgicas, específicas do frio, como a Urticária são bem comuns. A Ulceração, responsável por pequenas lesões na pele, palidez, dores e formação de bolhas, também é causada pela exposição ao frio excessivo. O Fenômeno de Raynaud é consequência da diminuição de circulação sanguínea nos dedos.

Fenômeno de Raynaud (Riscos ocupacionais em temperaturas baixas)

Nesse caso os membros ficam pálidos ou azulados, perdem a sensibilidade e o indivíduo tem a sensação de latejamento e ardência. O Fenômeno de Raynaud pode ser associado a doenças como artrite reumatoide. Extremidades do corpo como mãos, pés e face podem sofrer congelamento. Isso ocorre quando a área tem sua temperatura igual ou inferior a 0ºC. A diminuição da circulação, neste caso, causa vermelhidão e inchaço, podendo evoluir para dor intensa, infecção e, em casos mais graves, gangrena e a perda do membro afetado.

Outro risco ocupacional é o Frosbite, que ocorre quando há a formação de pequenos cristais de gelo na pele (epiderme e derme). A Perniose, conhecida popularmente como frieira, acontece após o congelamento. Algumas partes do corpo continuam doloridas e com queimaduras. O tratamento é complexo e duradouro. A Hipotermia é o mais grave de todos os riscos ocupacionais citados anteriormente. Quando o colaborador se expõe a temperaturas extremamente baixas por um um longo período, sem a correta proteção, o corpo perde a sensibilidade.

Se isso acontece a pessoa para de sentir frio, tem um grau elevado de fraqueza muscular e adormecimento que pode levar à morte. Outras características são dilatação da pupila e alucinações. A hipotermia deve ser tratada imediatamente. A vítima deve ser aquecida com cobertores, aquecedores e bebidas e transferida para um hospital.

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Calçado de segurança para atividades militares e offshore

Calçado de segurança para atividades militares e offshore

Certamente o serviço militar é um tipo de atividade que demanda a realização de uma série de exercícios intensos. Portanto esses exercícios podem ser realizados nos mais diversos ambientes e em certos momentos necessitam da utilização de roupas e calçados específicos. Vale ressaltar que na maioria absoluta das vezes os militares utilizam calçados de segurança.

Primeiramente as características visuais mais marcantes e que nos vêm à mente quando se trata de serviço militar são farda e coturno. Assim a farda é o uniforme, a vestimenta padronizada que representa a tradição da profissão e reafirma seus valores. O coturno aquele calçado parecido com uma bota. Existem algumas diferenças pontuais entre os dois tipos de calçados, como o estilo de solado, por exemplo.

Você sabia que o coturno também é classificado como um calçado de segurança?

Eventualmente, o coturno é classificado como calçado de segurança devido ao seu alto grau de proteção. Apesar da semelhança com as botas, os coturnos são mais utilizados em determinadas atividades e principalmente em serviços militares. Apesar de cumprirem seu papel como calçado de segurança, eles também contribuem para as questões históricas e estéticas das profissões.

Todavia algumas atividades dos militares exigem muito dos pés e demandam uma proteção reforçada para maior segurança e conforto. O coturno tem a função de proteger os pés, evitar um atrito excessivo com o solo e dar mais estabilidade ao tornozelo.

Coturnos

O coturno 90C32 SELVA SRV é um modelo ocupacional com biqueira de plástico, confeccionado em couro e lona de algodão nas laterais. Possui fechamento em cadarço e proteção nas laterais, além de forração interna e solado bidensidade.

O solado reforçado é marca registrada nos coturnos. Este modelo é constituído de duas camadas de poliuretano (PU), injetado diretamente no cabedal. A primeira camada (entressola) é mais macia e leve, com densidade de 0,4g/cm3 proporcionando maior conforto. A segunda camada (sola) é mais compacta com densidade de 1,0 g/cm3, resistente a abrasão com sistema antiderrapante constituído de ranhuras especiais de 3mm de altura e 6mm de largura. Resistente ao escorregamento em piso cerâmico e piso de aço (Nível SRC).

Outro modelo de coturno Marluvas é o 70C32 MAT. Diferentemente do anterior, este não possui cadarço, seu fechamento é apenas com zíper nas laterais. Confeccionado em microfribra MMicro, o coturno possui colarinho acolchoado, biqueira de polipropileno e palmilha de montagem em poliéster resinado. O solado é isolante em PU bidensidade e sistema de absorção de impacto, injetado diretamente no cabedal.

A MMicro é uma microfibra de alta performance que proporciona, por meio de microporos, a transpiração, absorção e dessorção do suor. Sua textura é muito parecida com o couro, porém é lavável, mais leve e resistente a produtos químicos. Uma tecnologia que atende às normas NBR ISO 20344, NBR ISO 20345 e NBR ISO 20347 e à norma de conforto NBR 14834/2015.

Duas super opções para quem busca coturnos extremamente confortáveis, seguros e fabricados com as melhores tecnologias para calçado de segurança do mercado.

Calçado de segurança para atividades militares e offshore

Além do coturno existem também alguns outros modelos de calçados, como as botas, que são fabricados pensando especialmente em atividades militares e também para as offshore. Todos eles possuem características próximas às do coturno, mas a variação dos modelos são essenciais para adaptação aos diferentes tipos de ambientes e também para agregar valor estético ao calçado e à vestimenta do trabalhador. Vamos analisar algumas características desses calçados voltados para atividades intensas e que exigem proteção.

A primeira característica é o solado. A sola de um calçado de proteção precisa ser mais grossa e reforçada do que os solados de calçados comuns. Essa característica garante mais estabilidade e resistência. O solado grosso combinado com palmilhas especiais garantem resistência a cortes e perfurações. A Marluvas trabalha com diversas tecnologias aplicadas às suas palmilhas a fim de garantir conforto e segurança para os clientes.

Algumas Tecnologias Marluvas

Sem dúvida, a PAP é uma palmilha confeccionada em fibras de aramida não metálica e totalmente resistente à perfuração. Essa é uma palmilha leve e flexível, que cobre 100% da planta do pé. Por certo atendendo às especificações da NBR ISO 20344/2015 a PAP resiste a perfurações mínimas de 1100N. O calçado de segurança semelhante ao coturno possui biqueira de segurança. Por outro lado esse reforço na parte da frente do calçado oferece segurança aos pés evitando esmagamento no caso de queda de objetos pesados.

Sem dúvida a Marluvas possui em sua extensa lista de tecnologias para calçados uma biqueira ultrarresistente confeccionada em composite. Essa biqueira, não metálica, é mais leve, confortável e resiste a impactos de até 200J e compressão 1500N. Todas as características conforme determinações da norma NBR ISO 20345/2015. Além da composite existem também as biqueiras metálicas e as de polipropileno. Do mesmo modo o cano alto com fechamento em cadarço é outra marca do calçado de segurança voltado para militares e trabalho offshore.

Em conclusão o fechamento reforçado recebe auxílio do zíper na lateral do calçado para facilitar no momento de vestir e tirar. Em geral estes modelos de calçado de segurança são confeccionados em couro com tratamento impermeável, além de conter um sistema de absorção e dessorção de suor para controlar a temperatura corporal de quem está utilizando. Dependendo da necessidade o coturno ainda pode ser confeccionado com tecnologia anti chamas. Os calçados Marluvas possuem todas essas tecnologias.


Calçado de segurança para atividades militares


A saber, a Marluvas, líder absoluta no segmento de calçado de segurança, possui em seu catálogo uma série de modelos de calçado de segurança para atividades militares e offshore. Como resultado a bota de segurança 60C39 CPAP WP ZP, por exemplo, é um modelo de calçado que pode ser utilizado tanto em atividade militar quanto offshore. Esse é um calçado confeccionado em couro vaqueta hidrofugado antichamas e que possui em sua forração interna a tecnologia DryOut Water Proof: uma membrana de PU 100% impermeável e transpirável.

Desse modo o fechamento não possui componentes metálicos e sua biqueira é de composite, o que permite que este calçado de segurança seja utilizado também em atividades com risco de eletricidade. A palmilha, confeccionada em tecido poliéster, é resistente à perfuração e cobre 100% da planta dos pés. Por fim o solado é composto de um bicomponente de Poliuretano/Borracha e resiste ao contato com superfícies de até 300°C por 1 minuto.

Calçado de segurança tem que ter qualidade

Primordialmente a Marluvas produz calçados que atendem às normas nacionais e internacionais. A fim de manter a qualidade e a relação custo-benefício dos produtos, a empresa tem uma estrutura com softwares e equipamentos de última geração que agilizam  o desenvolvimento e os processos de fabricação. Acima de tudo os modelos são desenvolvidos a partir de pesquisas, buscando sempre alta performance, durabilidade e diferenciação no design para cada área de trabalho.

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Como funcionam as tecnologias em calçados de segurança

Não importa qual seja o setor ou o serviço prestado por determinada empresa, em todos os âmbitos deve-se ter como uma das prioridades a segurança no trabalho (a Marluvas trabalha com os calçados de segurança). Esse termo refere-se a todas as medidas necessárias para se evitar qualquer tipo de acidente que possa prejudicar a saúde física, ou mesmo psicológica, de um trabalhador. Para tanto, existem medidas de segurança individual e coletiva determinadas por lei, de acordo com as Normas Reguladoras (NRs) estipuladas pelo Governo Federal.

Normas Reguladoras (NRs)

Todavia, essas Normas Reguladoras instituem uma série de cuidados, no contexto da segurança no trabalho, que devem ser tomados por funcionários e empresas, dependendo do setor e do serviço. Dentre as diversas medidas de segurança, está o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), que também são determinados de acordo com a função exercida. Os EPIs são utilizados para proteger cada trabalhador de diferentes riscos aos quais está exposto. Dessa forma, quem lida com a área da saúde deve usar certos EPIs, enquanto aqueles que mexem com produtos químicos devem usar outros tipos de dispositivos de segurança. Todos esses equipamentos de proteção individual são especificados nas mais de 30 NRs, que levam em conta as peculiaridades e os perigos de cada serviço.

Calçados de segurança

Além disso, por exemplo, capacetes, luvas e máscaras, os calçados de segurança também são considerados equipamentos de proteção individual. Assim como os EPIs, esses calçados precisam estar de acordo com as especificidades de cada profissão. Portanto, os calçados utilizados por eletricistas não terão as mesmas especificações de segurança que aqueles usados por enfermeiros, por exemplo. Cada calçado utilizado como EPI deverá possuir as características necessárias para a proteção, conforto e segurança do trabalhador que exerce o serviço em questão.

Equipamentos de proteção individual

Assim sendo, para atender a todas as necessidades de um EPI e garantir a comodidade e a segurança do trabalhador, os calçados precisam contar com tecnologias que os transformam em equipamentos de alta qualidade. Os calçados Marluvas possuem uma série de tecnologias que buscam fornecer o máximo de proteção e conforto, tanto para calçados de segurança, que podem funcionar como EPIs, quanto para outros tipos de calçados, como os utilizados para o trekking. Você já conhece as tecnologias Marluvas?

M Micro

Os calçados com tecnologia M Micro são feitos com microfibra de textura semelhante ao couro. A vantagem em relação ao couro é que a microfibra é mais leve e lavável. Além disso, esses calçados permitem, por meio de microporos, a transpiração, absorção e dessorção do suor, oferecendo mais conforto e comodidade. Um importante diferencial da tecnologia M Micro é a resistência a produtos químicos, sendo uma opção segura para quem trabalha em ambientes com riscos químicos.

Thermal Insole

Esses calçados possuem palmilhas isolantes, revestidas com alumínio e fibras, sendo capazes de proteger contra o calor e o frio. Podem ser utilizados, por exemplo, no segmento alimentício ou em frigoríficos, onde os trabalhadores estão sujeitos a baixas temperaturas devido ao armazenamento dos produtos.

PAP

Os calçados com tecnologia PAP possuem palmilhas em fibras de aramida, uma espécie de fibra sintética. Essas palmilhas são resistentes à perfuração, além de serem leves e flexíveis. Podem ser usadas em diferentes setores, como o agrícola.

Composite TOE (calçados de segurança)

São calçados com biqueira de composite, resistente ao impacto e à compressão. O composite é um composto de fibra de carbono, vidro e poliéster especial, ou seja, não é metálico. Além da leveza, a vantagem de uma biqueira não metálica é a não condução de eletricidade – um diferencial para quem trabalha em ambientes com riscos elétricos, pois o metal é condutor.

Air Comfort

Com a finalidade de dar mais leveza e suavidade ao produto, s calçados com tecnologia Air Comfort são feitos com tecidos de fibra de poliéster. Dessa forma, os calçados garantem mais conforto e comodidade aos usuários.

Couro FR

Com o propósito de proteção, os calçados com Couro FR impedem a propagação de chamas e diminuem a irradiação de calor interno. São ideais para quem trabalha em ambientes com riscos relativos ao fogo, já que podem evitar queimaduras e protegem contra o calor excessivo.

DryOut

Todavia, os calçados com tecnologia DryOut possuem membranas de poliuretano (PU), utilizado para a impermeabilização. Mas, mesmo sendo calçados impermeáveis, eles ainda são transpiráveis. Basicamente, os microporos da membrana são menores que as gotas de água, impedindo-as de penetrar no calçado. Entretanto, esses microporos são maiores que o vapor de água, o que permite a dessorção do suor.

Outlast Climatech (calçados de segurança)

Em resumo, são calçados com sistema de dispersão de umidade e termorregulação. Essa tecnologia mantém a temperatura dos pés, além de permitir que permaneçam secos. Dessa forma, em ambientes quentes o calor é absorvido, prevenindo o suor. Já em ambientes frios, o calor é retido, permitindo que os pés se mantenham aquecidos. São calçados ideais para quem pratica caminhadas, trekking ou trilhas, por exemplo.

TPU Plate

Com a finalidade de maior sustentação ao tornozelo, é aplicado um inserto no solado dos calçados com tecnologia TPU Plate. Essa aplicação permite que o usuário tenha maior estabilidade, principalmente em terrenos irregulares. Esses calçados também podem ser utilizados por quem faz caminhadas em ambientes naturais, sem estabilidade de terreno, ou mesmo em determinados setores de indústrias.

Nubuck Repel

Os calçados com tecnologia Nubuck Repel são feitos de couro repelente à água. Devido ao tratamento especial do couro, esses calçados impedem a penetração de umidade quando há contato repentino com a água. Em trilhas, por exemplo, se o usuário pisar em uma poça de água, com essa tecnologia o calçado impedirá que os pés se molhem.

Soft Comfort (calçados de segurança)

A fim de proporcionar maior proteção contra micro-organismos, os calçados com palmilhas higiênicas, que possuem propriedades antibacterianas. Além disso, as palmilhas Soft Comfort são compostas por EVA e micropontos, os quais permitem a absorção e dessorção do suor, prevenindo a umidade.

Enfim, os calçados Marluvas combinam várias dessas tecnologias em um só produto, oferecendo as melhores características de acordo com as necessidades de cada profissão, serviço ou atividade. Confira nossas linhas e escolha o calçado que mais se adequa ao que você precisa, seja para cumprir a função de EPI, garantindo a segurança no trabalho, ou para oferecer conforto e comodidade na hora de atividades como o trekking e a caminhada.

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Aprenda a escolher o melhor calçado de segurança

Aprenda a escolher o melhor calçado de segurança

O calçado de segurança é um equipamento de proteção individual exigido nas mais diferentes profissões (Como escolher calçado de segurança). Contudo, levando em consideração que os pés são um dos maiores responsáveis por sustentar nosso corpo durante todo o dia, arriscamos dizer que o calçado de segurança é um dos EPI’s mais importantes que existem. Decerto é exatamente isso que deve ser levado em consideração no momento da sua escolha.

Afinal, o calçado de segurança deve oferecer o máximo de conforto já que serão muitas horas diárias de uso. Isto é, além de cumprir com excelência seu papel de proteção à saúde do trabalhador. Pesquise bem antes de efetuar a compra. Outrossim, é preciso lembrar que um bom calçado tem impacto direto na produtividade do colaborador e que essa característica está totalmente relacionada aos lucros da empresa ao final do mês.

Como escolher corretamente o calçado de segurança

Com toda a certeza, no momento da escolha do calçado de segurança devemos levar em conta uma série de fatores. Antes de mais nada o fator principal é o tipo de atividade que será exercida pelo colaborador. Quais são os riscos que essa atividade oferece à sua saúde e segurança? Podemos  classificar esses riscos em quatro categorias:

  • Riscos Físicos: vibrações; temperaturas; perfurações; impactos de objetos pesados e radiação.
  • Riscos Químicos: Líquidos; vapores; poeiras e fumos.
  • Riscos Biológicos: Vírus e bactérias
  • Riscos Ergonômicos: Postura, movimentos repetitivos de pés e pernas; impactos nos pés e pernas.

A NR6 é a norma regulamentadora responsável por orientar a utilização dos equipamentos de proteção individual. De acordo com a norma (Anexo 1 – G) os calçados de segurança estão classificados em sete grupos:

a) calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;

b) calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de energia elétrica;

c) calçado para proteção dos pés contra agentes térmicos;

d) calçado para proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes; 

e) calçado para proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes;

f) calçado para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água;

g) calçado para proteção dos pés e pernas contra agentes químicos. (Alterada pela Portaria MTE n.º 505, de 16 de abril de 2015).

Todos os riscos citados anteriormente são englobados pela NR6. Sabendo quais deles se encaixam na atividade desenvolvida pelo seu colaborador, é hora de escolher qual modelo de calçado oferece o melhor solado, o melhor material para o cabedal, se o cano será baixo ou alto, se o calçado será em couro simples ou com tratamento especial, entre outras características.

Algumas características dos calçados de segurança

Biqueira

Em primeiro lugar, as biqueiras do calçado de segurança são confeccionadas em dois materiais mais comuns: aço e composite. A biqueira de aço é resistente a impactos de alta intensidade, quedas de objetos, cortes e perfurações.

A biqueira de composite oferece o mesmo grau de proteção da biqueira de aço com o plus de ser mais leve e também resistente a choques elétricos. Portanto mais uma vez deve-se levar em conta a atividade a qual o calçado será destinado.

Solado

Em segundo lugar, o solado do calçado de segurança é um item que deve receber atenção especial. Além de proporcionar conforto ao trabalhador, o solado protege contra diversos riscos (choques, cortes, escorregões). A Marluvas trabalha com diferentes tecnologias aplicadas aos solados dos seus calçados para oferecer um maior conforto e uma maior proteção aos seus clientes.

A tecnologia TPU Plate, por exemplo, consiste em um inserto de TPU ANTI-TORSION aplicado no enfranque do solado, a fim de oferecer maior sustentação ao tornozelo, estabilidade em terrenos irregulares e ao subir escadas, evitando acidentes.

As palmilhas funcionam como uma camada extra de proteção junto ao solado. A PAP, Palmilha em fibras de aramida não metálica resistente à perfuração, é leve e flexível. Cobre 100% da planta do pé e resiste à perfuração mínima de 1100N conforme norma NBR ISO 20344/2015.

Cabedal

Em terceiro lugar, o cabedal é a parte superior do calçado de segurança. É ele quem protege o pé em caso de quedas de objetos pesados, cortantes, perfurantes, etc. O cabedal pode ser confeccionado em diferentes materiais e mais uma vez sua escolha deve ser cuidadosa, levando sempre em consideração os riscos aos quais o colaborador está exposto.

A nova norma ABNT NBR 16.603:2017 impõe algumas mudanças ao estilo do cabedal dos calçados de segurança para trabalhos em instalações elétricas. Ou seja, a norma cancela e substitui a ABNT NBR 12.576:1992 e foi elaborada pelo Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual e pela Comissão de Estudo de Calçado de Uso Profissional com base na ASTM F 2413:2015.

A ABNT NBR 16.603:2017 prevê que as áreas do cabedal não devem possuir costuras ornamentais, sendo que toda a região do dorso até o ressalto deverá estar livre de costuras. Isto é, inclui a questão solados blaqueados (costurados) na região frontal do cabedal. Uma vez que um mesmo calçado de segurança pode ser confeccionado com tecnologia suficiente para proteger contra diversos riscos ao mesmo tempo.

Outras observações sobre a escolha do calçado de segurança

Além disso observar os riscos aos quais o colaborador está exposto a fim de escolher o modelo ideal do calçado de segurança, é importante levar em conta outros fatores mais técnicos. A saber, o Certificado de Aprovação (CA) e sua validade bem como a validade do calçado são pontos importantíssimos e devem receber total atenção no ato da compra.

Afinal o CA é regulamentado pela NR6, que prevê que todo tipo de EPI (nacional ou importado) só pode ser comercializado e utilizado se houver um Certificado de Aprovação válido. Enfim, o CA garante que o equipamento de proteção individual está em conformidade com as normas de segurança. Seu prazo de validade que deve ser respeitado pelo fabricante e renovado dentro do limite máximo de 90 dias antes do vencimento.

Por fim, é importante lembrar que a validade do Certificado de Aprovação não tem relação com a validade do calçado de segurança. São duas coisas diferentes! Visto que a validade do CA determina por quanto tempo o produto fabricado pode ser comercializado. Enquanto a validade do EPI determina por quanto tempo ele pode ser utilizado sem perder as garantias dos testes de qualidade e  sem oferecer risco à saúde e à segurança do trabalhador.

A Marluvas é capaz de oferecer tudo o que você precisa em calçado de segurança e muito mais. Prove e comprove.

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Calçados de segurança Marluvas: garantia de qualidade e conforto

Calçados de segurança Marluvas: garantia de qualidade e conforto

Os calçados de segurança com maior qualidade dentro do Brasil são os produzidos pela Marluvas. Afinal são 47 anos no mercado levando proteção, inovação e conforto para os trabalhadores e clientes. Decerto os calçados Marluvas são desenvolvidos a partir de rigorosas pesquisas para atender cada área profissional.

Posteriormente, os produtos são testados em um centro técnico que possui a mais avançada tecnologia. O resultado? Certamente o consumidor recebe um produto com alta performance, durabilidade e design diferenciado. Outrossim, a Marluvas recebe as mais importantes aprovações e certificações nacionais e internacionais.

Igualmente as certificações e aprovações a empresa foi coroada por duas vezes consecutivas (2018 e 2019) em duas categorias do Top Of Mind de Proteção. Em primeiro lugar em calçados de segurança. Em segundo lugar geral no prêmio Top Of Mind de Proteção. Excelência no atendimento e também no serviço de assistência técnica.

Em resumo, A Marluvas trabalha para orientar o consumidor sobre a escolha, o uso correto e a conservação do produto desenvolvido. É exatamente essa forma de se relacionar com o cliente que faz da Marluvas uma empresa líder no mercado de calçados profissionais. Em suma a empresa é norteada por valores bem definidos e colocados em prática no dia a dia de trabalho. Você sabe qual é a política de qualidade Marluvas?

“Ser eficaz na gestão estratégica e nos processos de fabricação e comercialização de calçados, assegurando a sustentabilidade do negócio, comprometendo-nos a atender os requisitos aplicáveis e às necessidades das Partes Interessadas, promovendo assim, o nosso crescimento através de melhorias contínuas do Sistema de Gestão da Qualidade”.

Marluvas é garantia de qualidade e satisfação

Por certo, A Marluvas é referência em tecnologias de fabricação de calçados de segurança. Dessa forma, para atender ao alto padrão de qualidade exigido pelo mercado, a empresa mantém um laboratório completo, com sistemas de avaliação para ensaios físico-mecânicos e equipamentos de análise de substâncias restritivas. Tanto os calçados quanto seus componentes são testados.

Primordialmente o desempenho quanto à qualidade, resistência, impacto, abrasão, entre outros, são minuciosamente avaliados. Contudo a equipe de profissionais Marluvas é formada por técnicos treinados em laboratórios credenciados ao Ministério do Trabalho. Característica que garante a confiança dos relatórios emitidos. Esses relatórios são documentos utilizados como referência em certificações nacionais e internacionais.

E com um processo de fabricação tão cuidadoso, é claro que a marca garante a qualidade e durabilidade dos seus produtos. No site da empresa vocês podem encontrar os prazos de garantia de cada uma das linhas desenvolvidas e fabricadas pela marca. Todos os calçados de segurança Marluvas possuem 36 meses de validade, a contar da data de fabricação (gravada no calçado).

Junto com a garantia a empresa também fornece ao cliente algumas recomendações de conservação e manutenção do calçado. É importante que elas sejam seguidas para que o calçado chegue ao fim do seu prazo de validade oferecendo o mesmo nível de conforto e segurança do momento em que foi adquirido.

Recomendações para manutenção dos calçados de segurança Marluvas
  • Lavar ou limpar com um pano umedecido o calçado, ao menos uma vez por semana, e secar a sombra.
  • Efetuar manutenção periódica com graxas, pomadas, ceras para calçados ou sebo.
  • Procurar manter o calçado seco e limpo para aumentar sua vida útil.
  • O excesso de umidade que penetra no calçado compromete seu rendimento. Será necessário secá-lo com fonte de calor natural, à sombra.

OBS: Os produtos químicos usados no processo de construção do calçado e no curtimento do couro, não são contaminantes.

Orientações de limpeza nos calçados de segurança Marluvas – M.Micro (linha 65 e 70)

Entretanto, os calçados em MMicro, para determinados segmentos, deverão ser higienizados de uma forma diferenciada devido a composição do material. Ademais, as orientações a seguir contribuem principalmente para a limpeza dos calçados de uso em Frigoríficos. Inesperadamente, nesse ambiente o procedimento de fiscalização implica, principalmente, no método como os calçados são higienizados.

  • Mantenha sempre seca a palmilha antimicrobiana.
  •  Mantenha seu calçado sempre em local arejado, longe do calor e umidade.
  • Não estoque o calçado por um prazo superior a 365 dias para evitar a hidrolisação do solado, caso este seja de poliuretano ou de borracha.
  • Aliás, evite o uso contínuo de um mesmo par de calçados para prevenir o surgimento de bactérias, fungos e mau cheiro. Deixe que o calçado elimine naturalmente o suor absorvido, e caso haja a necessidade, efetuar a sua troca a cada 6 meses.
  • Seja como for, nunca deixe seu calçado secar junto a fontes de calor intenso como: secadoras de roupas, caldeiras, aquecedores, estufas, fogões nem tampouco ao sol. Altas temperaturas e tentativas de acelerar a secagem afetam negativamente o solado, endurecendo-o e favorecendo a sua quebra devido a perda de flexibilidade. O correto é que o calçado seja seco à temperatura ambiente e à sombra.
  • Em conclusão o material MMicro deverá ser limpo de forma correta, utilizando hipoclorito com a concentração do produto adequado, o ideal seria em concentrações baixas de 1% e homogeneizado.
  • Em resumo, na utilização de detergentes, utilizar produtos cujo pH da solução seja neutro.

Orientações para higienização da linha 75 Marluvas

  • Esponja ou escova de cerdas macias.
  • Bem como, pano de limpeza.
  • Em contrapartida, se o material estar muito sujo, é necessária a aplicação de detergente e água, mas em pequenas concentrações para evitar o desgaste e danificação da cor.
  • Ademais, use uma esponja, ou escova para limpeza de cerdas macias, para livrar a superfície da microfibra suede de arranhões e sujeiras leves. Faça movimentos circulares com a escova para limpar suavemente marcas de arranhões e tirar a sujeira.
  • Seja como for, evite a limpeza com água e também a utilização dos calçados confeccionados em MMicro Suede em ambientes com presença de umidade.
  • Entretanto caso o calçado possua sujeiras difíceis de serem removidas, aplique um limpador líquido especial para nobuck/camurça ou detergente neutro, para eliminar sujeiras difíceis de remover e encrostadas. Assim que o produto secar, esfregue o cabedal suavemente em pequenos círculos, com uma escova ou esponja de cerdas macias, para remover a sujeira.
Algumas informações referentes à estocagem dos calçados de segurança Marluvas também são importantes
  • Com a finalidade de estocagem dos calçados com solado de poliuretano, informamos que não é aconselhável mantê-los parados no estoque por um período de tempo prolongado, pois para isso seria necessário temperatura e umidade ambiente controladas.
  • Todavia este processo ocorre, porque a incidência de calor e a umidade do ar, descontroladas no local, formam moléculas de água que começam a reagir com os produtos químicos que compõem o solado de poliuretano e provocam a HIDRÓLISE, que tecnicamente é a quebra do solado de poliuretano (PU), através da penetração de água (H2O), proporcionando assim a decomposição do solado.
  • Semelhantemente, para o couro não é recomendável a estocagem por um longo tempo, uma vez que começa a ocorrer o ressecamento de suas fibras, com consequentes danos do produto ainda em estoque.
  • Por consequência, por desconhecer o ambiente de estocagem de cada cliente, recomendamos que os calçados não sejam estocados por mais de 01 (um) ano.
  • Sem dúvida, quanto ao sistema de armazenagem adotada, sugerimos o PEPS onde o primeiro produto a entrar no estoque, seja realmente o primeiro a sair, evitando assim, o envelhecimento dos calçados nas prateleiras.
Acima de tudo a Marluvas oferece ao consumidor um serviço de assistência técnica personalizada. Dessa forma preventiva a equipe realiza uma avaliação nas empresas clientes para saber se os calçados estão sendo usados na área adequada e se estão desempenhando de forma satisfatória sua função de proteção.

Salvo, de forma corretiva a equipe atende aos clientes que necessitam resolver problemas relacionados ao desempenho do calçado, fornecendo informações, treinamentos e esclarecendo dúvidas. Para entrar em contato com a assistência técnica Marluvas basta clicar no link.

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Segurança do trabalho – Saiba como se proteger dos riscos elétricos

Sobretudo, se você costuma acompanhar o blog Marluvas, com certeza já se deparou com o tema “segurança do trabalho”. A segurança do trabalho se refere a todas as medidas tomadas para garantir a saúde física e mental de qualquer profissional, de modo a prevenir acidentes e promover o conforto e a segurança de todos os colaboradores de uma empresa, instituição ou órgão público. Assim sendo, a preocupação com o assunto é primordial, seja qual for o serviço ou o ambiente de trabalho. Entretanto, devido aos riscos, certas profissões requerem cuidados maiores quando o assunto é segurança do trabalho. Nesse contexto, estão os profissionais que lidam com eletricidade. Vamos falar sobre se proteger dos riscos elétricos.

Ao falar em eletricidade, a primeira coisa que vem à mente são os choques. De fato, eles representam um dos maiores riscos para quem trabalha em ambientes elétricos, sendo que boa parte dos cuidados tomados por tais profissionais são voltados à prevenção desse tipo de acidente. Mas, antes de explicarmos quais são as principais medidas de segurança necessárias nesses ambientes, vamos elucidar a que tipo de riscos os profissionais que lidam com eletricidade estão expostos.

Riscos Elétricos

Todavia, o choque elétrico é o principal risco para quem lida com eletricidade. Conforme a Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), em 2018 ocorreram mais de 1.400 acidentes de origem elétrica, sendo 59% devido a choques, 38% oriundos de incêndios por sobrecarga e 3% causados por raios. Além disso, a pesquisa mostrou que, de cerca de 840 acidentes por choques no ano de 2018, aproximadamente 620 foram fatais. A região Nordeste possui o maior índice de acidentes, seguida pela região Sudeste.

Consequências

Inegavelmente, as consequências de um choque variam conforme a intensidade da corrente elétrica e o caminho que essa corrente percorre no corpo. Se a corrente atinge órgãos vitais, como o coração e o pulmão, a probabilidade de as consequências serem graves é bem maior. Os músculos da região peitoral, por exemplo, podem se contrair e interromper a respiração, enquanto o coração pode sofrer fibrilação (batimentos cardíacos rápidos e irregulares). Desse modo, podem ocorrer paradas cardíacas e respiratórias, que, possivelmente, são fatais. Além disso, as queimaduras também são consequências comuns de choques elétricos. A sobrecarga leva ao aquecimento, o que pode ocasionar incêndios em redes elétricas. Quando a sobrecarga elétrica acontece no corpo humano, também há aquecimento, causando queimaduras em tecidos e órgãos. E os riscos não param por aí: os profissionais que trabalham em redes de alta tensão estão, ainda, sujeitos a quedas, devido à altura dessas redes.

Dessa forma, é possível perceber a importância da segurança do trabalho para profissionais que executam serviços em ambientes elétricos. Se já precisamos tomar cuidado diariamente com alguns detalhes, como gambiarras elétricas, fios desencapados e tomadas sobrecarregadas por muitas conexões, imagine quem lida com altas tensões. Sendo assim, para orientar a proteção desses e de outros trabalhadores, o governo federal instituiu as Normas Regulamentadoras (NRs), que contêm todas as medidas de segurança determinadas por lei para cada segmento profissional.

Normas Regulamentadoras

De acordo com as Normas Regulamentadoras, é a NR-10 que define as diretrizes específicas para a segurança em ambientes elétricos. Existem medidas de proteção individual e coletiva, como o desligamento da rede elétrica antes de manutenções, o estabelecimento da tensão de segurança (tensão mínima que não apresenta riscos, utilizada quando não é possível desligar totalmente a rede) e o aterramento (diminuição da diferença de potencial para evitar choques).

A NR-10 institui que os EPIs para profissionais que lidam com eletricidade devem estar de acordo com o que é estipulado pela NR-6, além de as vestimentas e os equipamentos contemplarem a condutibilidade, a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. De conformidade com a NR-6, a mesma estabelece as diretrizes para utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs), os quais são responsáveis pela proteção de cada trabalhador em caso de acidentes. Dentre os EPIs estão capacetes, luvas, cordas de sustentação e, é claro, calçados de segurança.

Equipamentos de proteção individual

A segurança do trabalho busca a adoção de medidas que possam prevenir acidentes, mas também que sejam capazes de minimizar os danos à saúde do trabalhador caso esses acidentes ocorram. Por isso, quem lida com eletricidade deve utilizar roupas e calçados isolantes, para que, em caso de descargas elétricas, o profissional não seja afetado pela corrente, evitando o choque. Luvas e mangas isolantes também são indicadas. Além disso, para a manutenção de redes de alta tensão, geralmente feita em grandes alturas, deve-se contar com cordas isolantes de sustentação, que oferecem proteção em caso de choques, ao mesmo tempo em que fornecem segurança contra quedas.

Outrossim, pensando no conforto e na segurança daqueles que estão diretamente em contato com a eletricidade, a Marluvas desenvolveu linhas que atendem às diretrizes de segurança das Normas Regulamentadoras. A Linha Composite possui calçados isolantes para até 500 Volts em condições secas (classe I), com resistência mecânica e ao calor. As biqueiras, atendendo à NR-10, são de composite, ou seja, não são metálicas e, portanto, não conduzem eletricidade.

Linhas em PVC

Já a linha All Work possui botas em PVC, com isolamento elétrico para até 500 Volts, capazes de oferecer proteção contra riscos elétricos também em áreas molhadas (classe II). Além de calçados isolantes e impermeáveis, a linha All Work conta com botas de solado antiderrapante, o qual é, ainda, mais resistente a objetos cortantes, perfurantes e à abrasão. A linha possui calçados com e sem biqueira de aço. Mas, seguindo a Norma Regulamentadora 10, o ideal para trabalhos que envolvam eletricidade são os calçados sem biqueiras ou quaisquer outros componentes metálicos. Dessa forma, escolha os modelos da linha sem as biqueiras metálicas que ajudam a proteger dos riscos elétricos.

Conheça essas e outras linhas Marluvas e escolha o calçado que melhor se adequa às suas necessidades. E lembre-se: a segurança deve sempre vir em primeiro lugar. Primordialmente, se proteger dos riscos elétricos. Por isso, não deixe a segurança do trabalho de lado e invista no que há de melhor para seu conforto e bem-estar.

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