Você sabe como o investimento em saúde e segurança do trabalho ajuda sua empresa a evitar uma série de gastos inesperados e desnecessários? É sobre isso que vamos falar neste texto. Tudo o que você precisa saber sobre: cortar gastos e valorizar ainda mais os profissionais e as medidas de SST. (saúde e segurança do trabalho)

As medidas de SST (saúde e segurança do trabalho) estão ligadas ao conforto, a segurança, eliminação de riscos, diminuição de acidentes e doenças ocupacionais. De acordo com essas ações, a empresa elimina os gastos relacionados aos acidentes e aos afastamentos dos funcionários por lesões ou doenças ocupacionais.

Um ambiente seguro e confortável propicia ainda um aumento na receita por produtividade. A empresa que está em dia com as medidas de saúde e segurança do trabalho – SST está em dia com a lei. Sendo assim, não tendo que se preocupar com multas e suspensão das atividades.

Saúde e segurança do trabalho e as medidas preventivas

Em primeiro lugar, para diminuir e/ou eliminar a ocorrência de acidentes e doenças de trabalho, tem que identificar os riscos dentro dos ambientes. O profissional em saúde e segurança do trabalho identifica esses riscos a partir da realização de uma análise no ambiente.

Todavia, após essa análise, as primeiras medidas de segurança serão tomadas. Decerto, uma das medidas é a implementação dos EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva). Pouca gente sabe, mas antes da distribuição dos conhecidos EPIs é realizada a implementação dos EPCs.

Um EPC, é um equipamento capaz de proteger os trabalhadores de forma coletiva, contra os riscos das atividades desempenhadas. A proteção abrange todas as pessoas que estão no ambiente e não apenas de forma individual, como no caso do EPI.

De maneira geral, o EPC faz parte da infraestrutura do ambiente de trabalho e sua aplicação é obrigatória por parte do empregador. Estes equipamentos podem ser fixos ou móveis, tudo depende da sua função e local de instalação.

Especificações dadas pela NR9

O estudo, desenvolvimento e implantação de medidas de proteção coletiva deverá obedecer à seguinte hierarquia:

a) medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes prejudiciais à saúde;

b) medidas que previnam a liberação ou disseminação desses agentes no ambiente de trabalho;

c) medidas que reduzam os níveis ou a concentração desses agentes no ambiente de trabalho”.

“A implantação de medidas de caráter coletivo deverá ser acompanhada de treinamento dos trabalhadores quanto os procedimentos que assegurem a sua eficiência e de informação sobre as eventuais limitações de proteção que ofereçam”.

Para saber mais sobre os EPCs e conhecer mais detalhadamente alguns deles, você pode ler nosso artigo sobre Equipamentos de Proteção Coletiva.

Saúde e Segurança com equipamentos de proteção individual

Passada a fase de identificação de riscos e implementação dos EPCs, o pessoal de saúde e segurança do trabalho parte para a adequação dos EPIs.

Os Equipamentos de Proteção Individual são escolhidos de acordo com a atividade desempenhada por cada um dos colaboradores.

EPIs são individuais, intransferíveis e de uso obrigatório. O empregador tem obrigação de fornecer os equipamentos novos e dentro da validade para todos empregados. As medidas individuais e coletivas de proteção visam a redução da ausência, afastamento no ambiente de trabalho.

O absenteísmo é o afastamento de trabalho que se torna padrão, independente da causa. A soma dos períodos de ausência de um funcionário do seu ambiente de trabalho também recebe o mesmo nome. Um ambiente favorável à saúde e segurança do trabalhador reduz afastamentos, doenças, acidentes além dos gastos com todos esses eventos.

Investir em medidas preventivas relacionadas à saúde e segurança do trabalho auxilia também na redução do FAP, Fator Acidentário de Prevenção. Você sabe do que se trata?

Estamos falando de um índice aplicado sobre a Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho – GIIL-RAT (devida pelos empregadores), que tanto pode resultar em aumento como diminuição da respectiva contribuição.

Saiba mais sobre o FAP clicando aqui.

LTCAT: Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho

Entretanto o LTCAT, é um documento que discrimina quais são os agentes de risco aos quais o trabalhador está exposto. Uma forma de registro indispensável para a saúde e segurança do trabalho.

Em suma o LTCAT deve conter todos os riscos (mesmo com a adoção de todas medidas de segurança), que ainda são capazes de comprometer a saúde do colaborador a médio e/ou longo prazo . Apoiados neste documento os trabalhadores podem solicitar aposentadoria especial junto à previdência.

Riscos ao trabalhador

Os riscos devem estar categorizados em químicos, físicos ou biológicos.

Riscos químicos consistem em substâncias, compostos ou produtos que entram no organismo pela via respiratória. Assim como: poeiras, gases, neblinas ou vapores. Também podem ser absorvidas pela pele ou por ingestão. Benzeno, carvão mineral, sílica, petróleo e gás natural são alguns exemplos.

Ademais os riscos físicos estão representados em formas de energia. Por exemplo: os ruídos, vibrações, radiação, calor, frio ou pressão.

Por fim, os riscos biológicos são aqueles que envolvem outros seres vivos e/ou substâncias provenientes desses seres. Riscos biológicos podem trazer malefícios para o corpo bem como bactérias, vírus, fungos e parasitas.

O LTCAT contém o limite de exposição que o trabalhador pode se submeter em cada risco. Em suma, nem todo agente nocivo citado concede o benefício da aposentadoria especial de forma automática. Por isso, o trabalhador e o empregador devem estar atentos aos prazos e aos demais direitos de ambas as partes.

Invista em Saúde e Segurança do Trabalho

Investir em saúde e segurança do trabalho deixa sua empresa em dia com as leis trabalhistas. Certamente protege a integridade física e intelectual do trabalhador. Em suma, adotar medidas corretivas e preventivas no tempo certo.

Em outras palavras, garante a redução de danos ao empregado e ao empregador, reduzindo os custos com afastamentos por acidentes e doenças ocupacionais.

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